Junta de Freguesia de Corvite Junta de Freguesia de Corvite

História

I – HISTÓRIA
A Freguesia de Corvite, integrada no Concelho de Guimarães, situa-se na margem esquerda do rio Ave e dista 5km a noroeste da cidade de Guimarães, 3 km a sudeste da vila de Caldas das Taipas e 4 km a sudoeste de S. Torcato. Integra-se no distrito de Braga e é ladeado pelo concelho de Póvoa de Lanhoso.
Como povoação, Corvite aparece mencionado já no Século XI num documento datado do ano de 1905, mencionado por Avelino de Jesus da Costa (In «Povoamento e Colonização do Território Vimaranense» para o Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada), onde se pode ler o nome de «Villa Frojan», que corresponde ao actual lugar de Freijão, na paróquia de Corvite.
Como freguesia pode-se dizer que esta data de 1290 (O mesmo autor in «O bispo D. Pedro e a organização da Diocese de Braga», Vol. II), sendo, em 1442, uma daquelas em que a Colegiada de Guimarães possui património e rendas (Na opinião de José Marques in «Património e rendas da colegiada de Guimarães em 1442»).
O facto de agora se encontrar submetida a outra freguesia não é inédito na história de Corvite.
A 4 de Novembro de 1476, D. Luís Pires anexou-a a Santa Cristina de Longos (V/ José Gomes Alves in «Apontamentos para a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA história do concelho de Guimarães, Manuscritos do Abade de Tagilde»), situação em que se manteve até, pelo menos, 1528 (O mesmo autor in «O bispo D. Pedro e a organização da Diocese de Braga», Vol. II).
Entre 1684 e 1731 já não aprece entre as freguesias em que a Colegiada de Guimarães cobra rendas. A partir duma análise ao inquérito de 1845, pode-se verificar que, para além de freguesia, Corvite, possui, nesta altura, uma residência paroquial considerada razoável. No referido inquérito perguntava-se se deviam excluir-se ou fundir-se algumas freguesias, por serem muito pequenas. Das 49 freguesias que deviam manter-se inalteráveis, consta a freguesia de Corvite, a qual não fazia parte das 11 freguesias mais pequenas do arcebispado, obrigando-a a ter, pelo menos, 50 fogos. Calculase que, em 1845, Corvite contava com cerca de 60 fogos e aproximadamente 230 habitantes.
Não há memória documental nem humana de quando Corvite deixa de ser freguesia, apenas se consegue apurar através dos censos que, a partir de 1911, a contagem da população de Corvite foi feita em conjunto com a de S. João da Ponte.
Contudo, através dos livros de registos de Baptismo, Casamentos e Óbitos fica a ideia de que a restruturação administrativa ocorrera mais tarde. Pois, é em 1943 que, pela primeira vez, aparece mencionado o Baptismo de uma pessoa como nascida apenas na paróquia de Corvite, não fazendo qualquer referência à freguesia. Daí em diante, e até 1956, aparecera sempre documentado, ora paróquia ora freguesia.
A partir de 1956, cai a menção freguesia em todos os documentos de registos religiosos, aparecendo, apenas, a referência à paróquia de Santa Maria de Corvite.
A vontade de restabelecer, de novo, a freguesia de Corvite, levou, em 1991, à constituição de uma comissão de pessoas, residentes desta localidade, que se empenhou em reunir todos os elementos necessários à restauração da sua freguesia, e qual veio, teimosamente, prosseguindo os seus objectivos.
Em 1 de Julho de 2003 a “reconstituição” da freguesia foi aprovada em Assembleia da República.
A Freguesia de Corvite foi criada em 1 de Janeiro de 2004 por desanexação de territórios da Freguesia de Ponte e extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com a Freguesia de Santo Tirso de Prazins, formar uma nova freguesia denominada União de Freguesias de Ptrazins Santo Tirso e Corvite com a sede em Prazins Santo Tirso.
Mas em 14 de março de 2025, as freguesias agregadas foram repostas às suas características iniciais pela lei n.º 25-A/2025, pelo que a Freguesia de Corvite foi de novo reposta.

II – PATRIMÓNIO
Corvite possui um património invulgar, digno de ser conhecido e explorado, sendo o seu ex-libris a Igreja Velha da paróquia. Na estrutura desta igreja existem algumas pedras pré-românicas entre as quais se destaca o ajimez completo, talhado em granito e embutido na parte norte da nave, em posição invertida, junto ao altar lateral. Três linhas incisas criam uma moldura toreada rectangular que enquadra as coberturas ultrapassadas e geminadas. Nesta igreja encontram-se, ainda, outras pedras coevas de ajimez. São exemplo, uma pedra decorada com tema de difícil interpretação, provavelmente de friso, e um silhar com uma cruz grega gravada, que não apresenta pateamento nos seus braços, afastando-se, portanto, dos exemplos do século XI. Nele se gravou uma sequência de losangos definidos, na sua maioria, com duplo traço, embora, num outro caso, apresentem três linhas. No interior da sacristia encontra-se, ainda, um ara, possivelmente, romana, com uma das faces cheia de inscrições de difícil leitura. Na recente tentativa de restauro foram descobertos alguns altares de madeira em bom estado de conservação.
Para além da Igreja Velha destacam-se, ainda, em Corvite, os seguintes lugares:
- Cruzeiro da paróquia, em granito, o qual se encontra entre os lugares de Tarrio e Souto Novo, junto a um espigueiro;
- Nicho da  Imaculada Conceição, erigido em 1978. Na sua construção foi utilizada pedra mármore, de várias cores. Tem uma forma rectangular vertical com uma abertura em triângulo. Nas extremidades existem dois pináculos, também eles em mármore. Conta, ainda, com uma cruz de alumínio no vértice, e toda a construção assenta numa base revestida de azulejo;
- Nicho de Nossa Senhora de Fátima, construído mais recentemente no lugar de Pomar Dufe. De idênticas formas ao Nicho da Imaculada Conceição e uma imagem de Nossa senhora de Fátima em mármore.

 III - LOCAIS DE INTERESSE TURISTICO
Igreja Paroquial e Igreja Velha - «A Igreja de Santa Maria de Corvite apresenta uma planta longitudinal de nave única e capela-mor rectangular. À esquerda foi adossada ao corpo da igreja uma torre sineira rematada por cornija recta, cujo acesso é feito por escadaria adossada. A igreja possuía originalmente um alpendre, que foi removido nos anos 30 do século XX. No interior destacam-se os frescos existentes na maioria dos panos murários, postos a descoberto em 1988, depois de serem retirados os altares de talha e o reboco das paredes. Na nave podem ver-se as representações de Santa Bárbara e Santa Catarina de Alexandria, e ladeando o arco triunfal de volta perfeita que separa a capela-mor do corpo da igreja, foram pintadas imagens do Martírio de São Sebastião, São Brás e Santo Antão. Do lado da Epístola foi colocado o púlpito, quadrado e com balaustrada de madeira. O pano murário da capela-mor apresenta um fresco com uma representação da Virgem, ladeada por dois anjos, um segurando uma jarra de flores, símbolo do Mistério da Anunciação, e outro soltando uma pomba, remetendo para o momento da Purificação no templo.» (IGESPAR)
 
IV - PADROEIRO E FESTIVIDADES
N. Sr.ª do Ó (18 de Dez./Festividade em Maio), Semana Santa e Corpo de Deus.

(Fonte informativa - "PROJECTO DE LEI N.º 152/IX CRIAÇÃO DA FREGUESIA DE CORVITE, NO CONCELHO DE GUIMARÃES", da Assembleia da República)

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